Realismo
O Realismo surge em meio ao fracasso
da Revolução Francesa e de seus ideais de Liberdade, Igualdade e Fraternidade.
A sociedade se dividia entre a classe operária e a burguesia. Logo mais tarde,
em 1848, os comunistas Marx e Engels publicam o Manifesto que faz apologias à
classe operária.Uma realidade oposta ao que a
sociedade tinha vivido até aquele momento surgia com o progresso tecnológico: o
avanço da energia elétrica, as novas máquinas que facilitavam a vida, como o
carro, por exemplo. Entre as correntes filosóficas, destacam-se: o Positivismo,
o Determinismo, o Evolucionismo e o Marxismo.Contudo, o pensamento filosófico que
exerce mais influência no surgimento do Realismo é o Positivismo, o qual
analisa a realidade através das observações e das constatações racionais.Dessa forma, a produção literária no
Realismo surge com temas que norteiam os princípios do Positivismo. São
características desse período: a reprodução da realidade observada; a
objetividade no compromisso com a verdade (o autor é imparcial), personagens
baseadas em indivíduos comuns (não há idealização da figura humana); as
condições sociais e culturais das personagens são expostas; lei da causalidade
(toda ação tem uma reação); linguagem de fácil entendimento; contemporaneidade
(exposição do presente) e a preocupação em mostrar personagens nos aspectos
reais, até mesmo de miséria (não há idealização da realidade).
A literatura realista surge na França
com a publicação de Madame Bovary de Gustave Flaubert, e no Brasil com Memórias
póstumas de Brás Cubas de Machado de Assis, em 1881.
Angelus (Millet) é
uma famosa obra
realista.
Realismo em Portugal
O Realismo em Portugal teve seu início em 1865, uma época em que
liberais e representantes da velha monarquia deposta em 1820 travavam várias
lutas. Foi um movimento de renovação, uma tentativa de levar Portugal à
modernidade, trazendo ao país as ideias filosóficas e científicas que estava em
alta na Europa na época.
Características
do realismo em Portugal
Entre as principais características do
Realismo português temos: foco em questões sociais e na realidade como ela é,
sem distorções, não mais baseada em idealizações desta e opiniões subjetivas
sobre esta realidade; descrição de pessoas comuns, com problemas e limitações
como todos os seres humanos; foco na vida cotidiana e na denúncia de falsos
valores, trazendo uma moral que, possivelmente, é mais eficaz do que a simples
condenação de atitudes que existia em movimentos anteriores, uma vez que mostra
a origem e as consequências dos valores falidos da época.
Naturalismo
O Realismo e o Naturalismo apresentam semelhanças e diferenças
entre si. O Realismo retrata o homem interagindo com seu meio social, enquanto
o Naturalismo mostra o homem como produto de forças “naturais”, desenvolve
temas voltados para a análise do comportamento patológico do homem, de suas
taras sexuais, de seu lado animalesco.
Os naturalistas acreditavam que o indivíduo é mero produto da hereditariedade e seu comportamento é fruto do meio em que vive e sobre o qual age.
A perspectiva evolucionista de Charles Darwin inspirava os naturalistas, esses acreditavam ser a seleção natural que impulsionava a transformação das espécies.Assim, predomina nesse tipo de romance o instinto, o fisiológico e o natural, retratando a agressividade, a violência, o erotismo como elementos que compõem a personalidade humana.
Ao lado de Darwin, Hippolyte Taine e Auguste Comte influenciaram de modo definitivo a estética naturalista.
Os autores naturalistas criavam narradores oniscientes, impassíveis para dar apoio à teoria na qual acreditavam. Exploravam temas como o homossexualismo, o incesto, o desequilíbrio que leva à loucura, criando personagens que eram dominados por seus instintos e desejos, pois viam no comportamento do ser humano traços de sua natureza animal.
No Brasil, a prosa naturalista foi influenciada por Eça de Queirós com as obras O crime do padre Amaro eO primo Basílio, publicadas na década de 1870. Aluísio de Azevedo com a obra O mulato, publicada em 1881, marcou o início do Naturalismo brasileiro, a obra O cortiço, também de sua autoria, marcou essa tendência.
Em O cortiço a face completa do Naturalismo pode ser vista, nessa obra o indivíduo é envolvido pelo meio, o cenário é promíscuo e insalubre e retrata o cruzamento das raças, a explosão da sexualidade, a violência e a exploração do homem.
Além de Aluízio de Azevedo e Eça de Queirós, existem outros escritores que se destacaram como Júlio Ribeiro com o romance A carne (1888); Adolfo Caminha com A normalista (1893) e O bom-crioulo; Raul Pompéia com O Ateneu (1888).]
Os naturalistas acreditavam que o indivíduo é mero produto da hereditariedade e seu comportamento é fruto do meio em que vive e sobre o qual age.
A perspectiva evolucionista de Charles Darwin inspirava os naturalistas, esses acreditavam ser a seleção natural que impulsionava a transformação das espécies.Assim, predomina nesse tipo de romance o instinto, o fisiológico e o natural, retratando a agressividade, a violência, o erotismo como elementos que compõem a personalidade humana.
Ao lado de Darwin, Hippolyte Taine e Auguste Comte influenciaram de modo definitivo a estética naturalista.
Os autores naturalistas criavam narradores oniscientes, impassíveis para dar apoio à teoria na qual acreditavam. Exploravam temas como o homossexualismo, o incesto, o desequilíbrio que leva à loucura, criando personagens que eram dominados por seus instintos e desejos, pois viam no comportamento do ser humano traços de sua natureza animal.
No Brasil, a prosa naturalista foi influenciada por Eça de Queirós com as obras O crime do padre Amaro eO primo Basílio, publicadas na década de 1870. Aluísio de Azevedo com a obra O mulato, publicada em 1881, marcou o início do Naturalismo brasileiro, a obra O cortiço, também de sua autoria, marcou essa tendência.
Em O cortiço a face completa do Naturalismo pode ser vista, nessa obra o indivíduo é envolvido pelo meio, o cenário é promíscuo e insalubre e retrata o cruzamento das raças, a explosão da sexualidade, a violência e a exploração do homem.
Além de Aluízio de Azevedo e Eça de Queirós, existem outros escritores que se destacaram como Júlio Ribeiro com o romance A carne (1888); Adolfo Caminha com A normalista (1893) e O bom-crioulo; Raul Pompéia com O Ateneu (1888).]
Positivismo
O positivismo é uma linha teórica da
sociologia, criada pelo francês Auguste Comte (1798-1857), que começou a
atribuir fatores humanos nas explicações dos diversos assuntos, contrariando o
primado da razão, da teologia e da metafísica. Segundo Henry Myers (1966), o
"Positivismo é a visão de que o inquérito científico sério não deveria
procurar causas últimas que derivem de alguma fonte externa, mas, sim,
confinar-se ao estudo de relações existentes entre fatos que são diretamente
acessíveis pela observação".
Em outras palavras, os positivistas
abandonaram a busca pela explicação de fenômenos externos, como a criação do
homem, por exemplo, para buscar explicar coisas mais práticas e presentes na
vida do homem, como no caso das leis, das relações sociais e da ética.
Para Comte, o método positivista
consiste na observação dos fenômenos, subordinando a imaginação à observação. O
fundador da linha de pensamento sintetizou seu ideal em sete palavras: real,
útil, certo, preciso, relativo, orgânico e simpático. Comte preocupou-se em
tentar elaborar um sistema de valores adaptado com a realidade que o mundo
vivia na época da Revolução Industrial, valorizando o ser humano, a paz e a concórdia
universal.
O positivismo teve fortes influências
no Brasil, tendo como sua representação máxima, o emprego da frase positivista
“Ordem e Progresso”, extraída da fórmula máxima do Positivismo: "O amor
por princípio, a ordem por base, o progresso por fim", em plena bandeira
brasileira. A frase tenta passar a imagem de que cada coisa em seu devido lugar
conduziria para a perfeita orientação ética da vida social.
Embora o positivismo tenha tido grande
aceitação na Europa e também em outros países, como o Brasil, e talvez seja, a
base do pensamento da sociologia, as ideias de Comte foram duramente criticadas
pela tradição sociológica e filosófica marxista, com destaque para a Escola de
Frankfurt.
Socialismo cientifico
O socialismo científico, também conhecido por socialismo marxista ou simplesmente marxismo é o nome usado
por Friedrich Engels para descrever a teoria sócio-político-econômica elaborada
por Karl Marx (1818-1883) no século XIX.
Em meio aos movimentos de esquerda da nascente
ideologia socialista, a corrente utópica e a marxista disputavam a preferência
dos militantes à época.
Para muitos leigos, Marx e Engels deram origem ao
movimento socialista, o que é incorreto. Os primeiros a elaborarem tal forma de
organização coletiva foram o Conde de Saint-Simon (1760 - 1825), Charles
Fourier (1772 - 1837), Louis Blanc (1811 - 1882) e Robert Owen (1771 - 1858)
cujas ideias mais tarde foram batizadas de socialismo utópico, pois seus
teóricos se preocupavam em descrever os princípios de uma sociedade ideal sem indicar os meios para alcançá-la.Em
oposição aos utópicos, o socialismo científico procura, de um modo racional e
metódico analisar as condições de instalação de uma sociedade sem classes. A
origem desta teoria é traçada a partir da publicação, no ano de 1848, do livro
"Manifesto Comunista". Marx e Engels enaltecem os utópicos pelo seu
pioneirismo, mas defendem uma ação mais prática e direta contra o capitalismo
através da organização da revolucionária classe proletária. Para a formulação
de suas teorias, Marx sofreu influência de Hegel e dos socialista
utópicos.Segundo Marx a infraestrutura, modo como tratava a base econômica da
sociedade, determina a superestrutura que é dividida em ideológica (idéias
políticas, religiosas, morais, filosóficas) e política (Estado,polícia,
exército, leis, tribunais). Portanto a visão que temos do mundo e a
nossa psicologia são reflexo da base econômica de nossa sociedade. As ideias
que surgiram ao longo da história se explicam pelas sociedades nas quais seus
mentores estava inseridos. Elas são oriundas das necessidades das classes
sociais daquele tempo. Marx e Engels eram socialistas e também estavam
interessados em superar os obstáculos que a sociedade capitalista colocava ao
livre desenvolvimento das potencialidades humanas.
Os dois autores, entretanto, não buscavam inventar
um novo modelo de sociedade, mas, sim, encontrar, dentro da
sociedade capitalista, as forças sociais capazes de promover essas mudanças.
Para tanto, empenharam-se no estudo da sociedade capitalista e das leis que a
regiam. Essas leis mostrariam as forças que impulsionavam esse tipo de
sociedade e as que a conduziriam a uma transformação revolucionária. O marxismo
teve profunda influência no mundo. A partir dele, criou-se a Associação
Internacional dos Trabalhadores a (I Internacional) e formaram-se no mundo
inteiro, partidos políticos e organizações operárias. Baseada em princípios
marxistas, a Rússia transformou-se, em 1917, no primeiro estado socialista.
Evolucionismo
Evolucionismo é uma teoria elaborada e
desenvolvida por diversos cientistas para explicar as alterações sofridas pelas
diversas espécies de seres vivos ao longo do tempo, em sua relação com o meio
ambiente onde elas habitam. O principal cientista ligado ao evolucionismo foi o
inglês Charles Robert Darwin (1809-1882), que publicou, em 1859, a obra Sobre
a origem das espécies por meio da seleção natural ou a conservação das raças
favorecidas na luta pela vida, ou como é mais comumente conhecida, A
Origem das Espécies.
Darwin
elaborou sua principal obra a partir de uma pesquisa realizada em várias partes
do mundo, após uma viagem de circum-navegação ocorrida entre 1831 e 1836,
coordenada pelo Almirantado britânico. Nessa viagem, o cientista inglês pôde
perceber como diversas espécies aparentadas possuíam características distintas,
dependendo do local em que eram encontradas.
Darwin
pôde perceber ainda que entre espécies extintas e espécies presentes no meio
ambiente havia características comuns. Isso o levou a afirmar que havia um
caráter mutável entre as espécies, e não uma característica imutável como antes
era comum entender. As espécies não existem da mesma forma ao longo do tempo,
elas evoluem. Durante a evolução, elas transmitem geneticamente essas mudanças
às gerações posteriores.
Entretanto,
para Darwin, evoluir é mudar biologicamente (e não necessariamente se tornar
melhor), e as mudanças geralmente ocorrem para que exista uma adaptação das
espécies ao meio ambiente em que vivem. A esse processo de mudança em
consonância com o meio ambiente Charles Darwin deu o nome de seleção natural.
A
teoria elaborada por Charles Darwin causou grande polêmica no meio científico.
Isso mesmo tendo existido antes dele cientistas que já afirmavam que toda a
alteração no mundo orgânico, bem como no mundo inorgânico, é o resultado de uma
lei, e não uma intervenção miraculosa, como escreveu o naturalista francês
Jean-Baptiste de Lamark (1744-1829).
Havia
ainda à época uma noção de que as espécies tinham suas características fixadas
desde o início de sua existência, não havendo o caráter de mudança não divina
apontada pelo cientista inglês. Tal concepção era fortemente influenciada pela
filosofia religiosa cristã, da criação por Deus de todos os seres vivos desde o
início do mundo. Até Charles Darwin teve suas convicções religiosas abaladas
com os resultados de suas pesquisas, o que o levou a se recusar a apresentá-los
por cerca de vinte anos.
Uma
polêmica constante na teoria evolucionista está relacionada com os seres
humanos. No que se refere à evolução de homens e mulheres, o evolucionismo
indica que nós temos um ancestral comum com algumas espécies de macacos, como o
chimpanzé. Pesquisas recentes de decodificação do genoma indicam uma semelhança
de 98% entre os genes de seres humanos e chimpanzés. Porém, isso não quer dizer
que o homem descende do macaco. Indica apenas que somos parentes.





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